Esquadrão Beta

 


O ruído constante das hélices girando, em uma situação comum, dificultaria a comunicação dentro daquele helicóptero. Seria, se ele, junto a tudo a sua volta não estivesse paralisado como se o tempo não fluísse.

−De novo Um? Já disse que não quero ficar velho antes da hora. −Dois resmungava, mas era perceptível o tem de sarcasmo em sua voz.

−Droga Dois, se continuar falando merda vou ter que me matar pra parar de te ouvir por um tempo.

Dois se segurava pra não rir, um exímio apreciador de piadas horríveis.

−Vocês dois, calem a boca. O tenente foi claro. Temos que abater o líder daqueles terroristas. Talvez não seja algo fácil, ela sabe o que está vindo atrás dele. Ele conhece as nossas táticas.

Seu ego inflava junto ao seu tom de voz ao relembrar que, parte dos feitos daquela equipe, era de fato contra esses terroristas.

−Sim, como daquela vez que matamos o coronel antes de terminar o seu; “trabalho”. – Fez aspas com as mãos relembrando o feito.

Antes que pudesse gozar da própria sátira um tiro de escopeta lhe explodiu a cabeça.

−Que droga três, já falei pra parar de matar o Dois. −Um parecia ainda mais sério do que normalmente era, mas deixando um sorriso escapar no canto da boca deixava claro que aquele grupo era como sua família.

−Maha e mmme matar... olha a boca voltou primeiro. E agora enxergo.

Um não sabia o que achava mais estranho, O quão nojento era ver o Dois se regenerando, ou o fato dele se divertir no processo.

O ruído das hélices voltou, junto ao berro quase inaudíveis do piloto alertando que estava pronto e posicionado.

−Prontos? – Disse Um, −Pulem.

Sem paraquedas e sem amor a vida, os três se jogaram em um mergulho do helicóptero.

Os três corpos se espatifaram no meio da base, deixando a maioria dos terroristas estupefatos. Os pedaços voaram para todos os lados pintando o chão em vermelho. Muitos eram os indignados e mais ainda os curiosos que se aproximavam para ver o ocorrido.

Muitos não fazem ideia da origem da frase, ‘se arrependimento matasse.’, mas para os curiosos, naquele instante era algo real. Do centro daquela poça liquefeita um urro ressoou, fora dos limites desagradáveis. Parte daquela massa de carne duas, nojentas e enormes, mãos se formaram agarrando dois infelizes mais próximos e os esmagando.

Toda aquela massa gosmenta começou a tomar uma forma grotesca, monstruosa e raivosa atacando todos a sua volta. Como um imã absorvia as vítimas acrescentando-as em seu tamanho. As balas eram inúteis contra aquele horror indescritível.

Caminhando dentre o caos instaurado, Um e Três caminhavam para dentro das instalações daquela base.

−Você tinha razão Um, o Dois é bem melhor como distração, pelo menos fica calado e eu consigo me abastecer de almas. O tenente disse como temos que dar conta desse líder?

Três não se decidia se prestava atenção no que estava dizendo ou nas pequenas bolinhas cintilantes que orbitavam a sua volta, as quais nomeava de almas.

−Não, ele não disse nada a respeito. Disse um enquanto os dois caminhavam calmos em direção ao que parecia ser o líder que ao ouvir o barulho do lado de fora começou a correr e, neste momento voltava como se fosse um filme rodando ao contrário.

−Nenhuma informação que precisamos? Pensei que nos divertiríamos um pouco mais ressuscitando-o algumas vezes.

 

Ass: Raz (Sick)

Autor da imagem joshhood

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