Ações de desespero
Longos dias peregrino, diante a este percurso eu me perguntei. −Tal esforço, árduo e cansativo de algo me valerá? Minha recompensa estará próxima e logo me recompensarei?
Minha chegada a este, tão magnífico e amedrontador monumento, alimentou ainda mais minhas dúvidas que, desde a minha partida, pairava sobre meus pensamentos. −Estarei pronto? Serei, de alguma forma, digno de receber tais bençãos ao percorrer infinitamente tal jornada? − Tal delírio pulsava em anseios.
Me aproximei a presença imponente e amedrontadora, um monumento que a eons conservado, manteve teu poder e admiração. Chegando ao centro, cercado por três colossais espadas me ajoelhei, e em preces me prostrei.
−Ó, glorioso ancestral, dos trovadores e em antigos tomos ouvi e compreendi, tal grandeza infindável. Ó, mais arcaico e antecessor a criação. Rogo a ti.
Aguardei. Uma... Duas...Mais de três horas se passaram. Quanto mais teria de esperar por um mísero sinal? Nem mesmo a brisa leve se lembrou de me tocar. A angústia crescente e a preocupação aceleravam as rítmicas batidas em meu coração.
Velei minhas esperanças até o último resquício. Quando nada mais me restava esbravejei. −O que desejas!? Já não me resta nada! Abri mão de tudo para chegar até aqui! Não há mais nada que eu possa oferecer! Mas pegue o que desejar em troca da tua benção!
Ainda assim nenhuma resposta me foi dada, ajoelhado ali, em prantos, não poderia retornar, não de mãos vazias. Quando a última gota de esperança se esvaia de mim, notei, ainda que de cabeça baixa uma luz enegrecida crescendo a minha frente. De dentro de uma das espadas trespassava uma entidade, tua presença era devastadora e ao mesmo tempo calma e vivida. Tudo aconteceu rápido e só percebi quando em sua mão uma massa vermelha ainda pulsando pingava em rubro.
−Você é digno e terás acesso ao que desejas, mas saiba que está em dívida e deverá ser cumprida quando solicitada.
A dias caminho em retorno a minha terra natal. Pouco me recordo do ocorrido. Não consigo me lembrar se me arrependi, concordei, se foi justo ou não. Mas sinto que tudo posso e estou ligado a meu patrono.
Ass: Raz (Sick)
Autor da imagem ghostbow



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