Esquadrão Gama
Foi uma explosão ensurdecedora que me arremes-sou em direção da parede. Aquele foi um estrondo en-surdecedor e feroz, em um espaço confinado espedaçaria uma pessoa em segundos, mas meu corpo, fora jogado no chão e com as roupas chamuscadas, estava intacto. Um sentimento de medo tomou conta de mim, talvez por eu sentir familiaridade naquele locar, mas não me recordar de nada.
Minha única recordação era de fugir junto a ou-tras duas garotas que, por motivos óbvios, não me lem-brava como eram. Agora estava sozinha.
−A porta.
Me levantava quando as palavras surgiram em minha cabeça. Como se alguém tentasse falar comigo.
−E estou droga, abre a porta.
Paralisei. Ao meu lado uma porta metálica e re-torcida, estava em tons de preto chamuscada.
− Está toda torta, provavelmente emperrada. – Disse como se esperasse uma resposta de alguém de den-tro. E que não fosse dentro da minha cabeça.
−Só abre, Rosa.
Rosa? Aquela voz ainda da minha cabeça. Segurei pela maçaneta e arranquei como se estivesse desgruda-da. Era leve.
−Quem é você?
A pequena garota de pele azul me encarou com expressão de desanimo.
−Droga Rosa, já é a terceira vez, Sua memória não está durando mais que alguns minutos? – Conse-guia ouvir sua voz nitidamente, mas seus lábios perma-neciam imóveis.
−Eu também esqueci, mas lá atrás.
Nesse momento dei um pulo para trás. Não repa-rei antes, mas a quase dois metros do chão roupas flutu-avam como se alguém as vestisse.
−Nós três perdemos as memorias Branca, mas a memória da Rosa não está se mantendo por muito tem-po.
−Quem você está chamando de rosa?
Levantou as sobrancelhas me encarando com desdém. Levantei meu braço para olhá-lo. Eu era Rosa.
−Rosa, Branca, temos que sair logo daqui.
Sem questionar corremos atrás da garotinha que corria mais do que eu poderia imaginar. Outra explosão arremessando os pedaços de metais para todos os lados.
Aqueles corredores renovavam minhas memorias aos poucos, aquele lugar era algum tipo de hospício? Não, um laboratório. Tudo parecia tão confuso, não sabia onde estava, mas algo dentro de mim dizia que podia confiar nelas.
Assim que atravessamos uma porta sentimos o gosto amargo da liberdade. Para onde poderíamos fugir? Vamos correr e correr sem um destino. Nem mesmo tí-nhamos ideia de onde estávamos. Parei.
−Que droga. Chega, agora vocês têm que me ex-plicar o que está acontecendo? Por que você é azul, por que ela é transparente e por que eu sou rosa?
Estava confusa, precisava de respostas.
−Nós também não sabemos, acordamos juntas dentro de uma cela de vidro sem saber o que estava acontecendo e você teve a brilhante ideia de tentar fugir daqui. – Seus lábios ainda não mexiam, mas sua cara fechada e sobrancelhas arqueadas me dizia que estava irritada, −E agora você não lembra de nada? Você não acha irônico?
Minha vista apagou. Senti meu corpo desabando no chão. Eu me lembrava de tudo, dos experimentos, da agência Grecco, dos poderes, porque fomos criadas e principalmente um nome.
−Rosa? Rosa? Acorda!
Voltei a mim enquanto o ar solido batia em meus ombros ao lado das roupas flutuantes.
Me levantei. Encarando a porta que acabamos de atravessar o ódio se instaurava dentro de mim, podia sentir, de baixo dos meus pés, sentia como se todo o chão fosse absorvido por mim e gradativamente a tonalidade rosa da minha pele era tomada pela obscura cor do asfal-to.
−Garotas. Vão na frente e se escondam, eu tenho alguns assuntos para tratar com o Doutor Rorch.
Ass: Raz (Sick)
Imagem retirada do Livro de RPG Psi*Run "versão em ingles"



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