Valhala
Ouve-se o assobio do vento, uma vasta melodia no campo. Tudo está calmo, até o momento que os pássaros deixam de cantar. Em nenhum dos dois lados consegue-se ver nada e ao centro do campo dois corvos se entre olhavam. Estão tramando algo.
Nada parecia acontecer. O vento parado, e o silêncio mortal inundava os sentidos. Um trotar baixo, bem ao longe de marchas pesadas, junto ao som de machados e espadas batendo contra os escudos. Uma melodia rítmica e crescente.
Dois pequenos grupos se aproximam. De ambos os lados param suas marchas, encarando uns aos outros, esperando que seus aniversários iniciem o combate. Suas tradições eram as mesmas; costumes e deuses, mas não existe piedade no campo de batalha.
Escudos se levantam junto a as armas. É chegada a hora. Sim, sinto o desejo por batalha, por vitória e por mais inacreditável que pareça todos venceram. Sim, O som abafado e úmido dos machados, rasgando carnes e golpeando escudos.
Um glorioso massacre. Até que último homem continue de pé e declare a vitória, mas como já disse, todos são vitoriosos. Aos mortos, algo grandioso os aguarda, um a um acordara diante ao portão dourado, adentrando ao meu salão, junto de seus aliados e inimigos. Todos celebrarão.
Sim, Valhala, onde todos se reúnem para beber, comer e lutar. Os que morrem aqui dentro retornam, festejando e brigando até o dia que se juntaram a mim, no fim. Este é o meu exército, são eles que me seguiram para o Ragnarok.
Ass: Raz (Sick)
Autor da imagem: Emil Doepler "1855-1922"



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