O resgate
Estava tudo muito claro quando abri meus olhos. Onde estou? Que lugar é esse? Quem sou eu?
−Rosa.
−Quem está aí?
Me levanto rápido da cama para ver quem respondeu meus pensamentos. Uma garotinha azul a minha frente. Por que estamos presas nessa prisão de vidro?
−Ainda não sei que lugar é esse, mas você se chama Rosa, eu Azul e ela Branca. – Disse apontando para trás, para outra cela de vidro vazia.
−Bom, prazer?
−O prazer é meu. – Uma voz feminina e grossa veio de trás da azul.
Aquilo não podia ser real.
−Mas é, a Branca é invisível, eu falo com a mente e você estava desacordada faz três dias.
Antes que pudesse tentar absorver aquilo uma luz se acendeu em frente as nossas celas. Uma abertura em formato de porta se formou naquele cômodo totalmente branco.
− Então as três finalmente estão acordadas. −Disse o velho de jaleco e com várias cicatrizes em seu rosto que adentrava o cômodo.
−Quem é você?
Ele sorriu.
−O importante, minha querida Rosa, é quem são vocês, mas acho que meu companheiro poderá explicar melhor a vocês.
Assim que terminou de falar as três conseguiram ver um homem vestido de preto ao seu lado, Era como se ele aparecesse do nada, como se tivesse entrado junto com o velho e as três não o percebesse.
−É um prazer revelas, Eu sou M. Sei que as três tem muitas perguntas e cada uma delas será respondida, mas na hora certa.
Ele parecia sério. Ao olhar para o lado para ver a reação da azul ficou espantada. Podia ver a mulher alta e corpulenta com a pele pálida onde a cela estava vazia.
−O que precisam saber agora é que são como eu, somos experimentos com objetivo de ajudar o mundo, mas precisam ficar calmas. Agora eu e o Doutor Rorch precisamos conversar.
Tinha tantas perguntas e antes de abrir a boca para falar algo os dois já estavam saindo pela passagem que desapareceu na parede branca apagando a luz vermelha que estava acima.
−Branca.
Olhou para o lado, mas ela não estava mais lá.
−Esse é o meu nome.
−Sim garotona, ela conseguiu te ver. Ele disse a verdade Rosa, somos como ele. Não pude falar com ele aqui dentro e a Branca ficou visível, mas o que isso quer dizer?
−E eu sei? Vocês duas sabem o que fazem. Eu nem mesmo sei como fui parar aqui.
−Eu também não sei. – disse Branca.
−Temos que esperar ele volt...
Um estrondo enchei o cômodo de poeira.
−Rápido meninas. – M estava lá.
Seu braço que estava da mesma cor da parede tomava a cor normal gradualmente. Empurrou uma parte da parede que afundou assim abrindo nossas celas.
−O que está acontecendo? −disse Rosa.
−Eu disse que vocês são como eu. Vocês são o esquadrão gama e eu vim resgatá-las.
−Como sabemos que podemos confiar em você? – Azul disse na mente de todos.
−O doutor Haier é o nosso pai, não o Rorch. Preciso que confiem em mim. É isso ou continuar presas aqui.
Virou de costas e colocando a mão sob a parede absorveu sua cor deixando um pedaço faltando onde encostou.
As três se olharam. Não sabiam se podiam confiar nele, mas era a única opção.
M socou a parede em frente o buraco que tinha feito antes dando-lhes a visão do lado de fora. Um carro a toda velocidade acompanhava a abertura.
−Rápido pulem, Não temos muito tempo. – Disse a mulher abrindo o teto solar do carro.
Estamos em um trem? – Indagou Rosa.
Não é hora para perguntas, pulem. −Respondeu M.
Ass: Raz (Sick)



Comments
Post a Comment